Acho que a primeira noite foi das mais engraçadas – adorei o misto de vontade de falar e dizer asneiras à nossa maneira com muita vergonha. Afinal o passeio agradou a todos, quer pela paisagem e quer pela companhia, claro está, tens toda a razão. Conversámos muito, ouvimos atentamente as tuas explicações de guia e rimos, porque rimos sempre.
No dia seguinte, de manhã, lá foram as meninas para o congresso – excelente pretexto para a viagem. Não costumo acreditar em coincidências mas o tema da conferência caiu-me que nem uma luva, não digo que tenha aprendido muito, mas identifiquei-me muito com o discurso, afinal lá valeu a pena ter ido!
Seguiu-se uma conversa animada e entusiasmada ao almoço com as colegas.
Depois, depois foi altura de dar um dos passeios mais bonitos de que já tive oportunidade. E quem mais poderia ser o guia? Tu, claro! Nesse dia estavas visivelmente mais desinibido, e eu também talvez. Escolheste a dedo todos os sítios onde nos querias levar, fizeste uma óptima escolha, falo por mim, adorei cada recanto que andei a explorar. Senti-me uma criança curiosa com vontade de ver e conhecer tudo! E acho que foi assim que me comportei toda a tarde…
Lembro-me que ao final do dia estava muito cansada, mas apetecia-me imenso falar contigo, mesmo que não estivesse a dizer coisa com coisa e estivéssemos sentados no meio de uma corrente de ar ao frio. Partilhámos a preguiça de mudar de lugar, rimo-nos daqueles rapazes e das minhas amigas, tudo à mistura com conversas mais pessoais. Contudo acho que ainda dissemos coisas importantes, talvez tenha sido aí que nos aproximámos mais um pouco, não achas?
No fim da noite foi altura de ir dormir, sozinha.
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