sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Lado a lado

O teu comentário fez-me sentir egoísta. Por termos estados afastados foi um dia só meu? Também tiveste os teus compromissos e as tuas aventuras... Porque não falas nisso?


A última tarde foi uma verdadeira mistura de amigos! A verdade é que foi um passeio muito agradável e foi também quando me senti mais à vontade contigo! És a única pessoa que conheço que alinha nas minhas parvoíces de tirar fotos malucas em todo o lado, mesmo onde não se pode, ou não se deve!

Rimos muito, mais uma vez! Também andámos muito a pé, coisa que não me importo, e até íamos levando com um saco do lixo na tola! Adorei aquelas ruas estreitas com as portas de casa abertas, música alta e até tinha gatos... É muito fácil apaixonarmos-nos por essa cidade! Cada recanto guarda um segredo!

Passámos o dia lado a lado!

No final do dia já estava impertinente, cheia de sono e quase adormeci! Mas tinha que estar acordada para o jantar!


E tu também ias lá estar!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Afastados

Este dia foi só teu, limitei-me a falar o essencial contigo porque sabia que ias ter o teu tempo e não me queria intrometer demasiado nisso. Acordaste demasiado cedo, demasiado sobressaltada para voltares a adormecer, pelo menos foi o que depreendi do que me disseste. Gozaste o dia (tu e eles) e no fim tiveste aquilo por que tanto esperavas. Mas sobre isso já falaste, e eu só sei que nada sei. Limitei-me a sorrir com o desencosta-te de mim...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Aquele dia

Não posso ficar indiferente ao que escreveste. E para dizer a verdade, naquela tarde estava ainda um pouco inibida, mas assim que fiquei sozinha contigo senti-me mais segura, não sei porquê, deixei-me levar e chegar mais a ti! E claro aí o tempo começou a contar mais depressa.

Nessa noite adormeci quase de imediato, sem sequer estranhar estar só num sitio desconhecido e longe de casa, para na manhã seguinte acordar bem cedo, com uma mensagem daquela pessoa que parecia interessada em ver-me naquele dia. Depressa chegamos à conclusão que os nossos destinos não se iriam cruzar naquele dia. Mas no final conseguimos encontrar uma solução e limitámos-nos a um simples até logo. Passei o resto da manhã a tentar dormir e ouvir música, até que desisti e fui-me arranjar (sempre com um ar sonhador).

Fui ter com os amigos, para também nós conseguirmos perder dois comboios até à mítica cidade, pensamos até em não ir por causa da chuva, mas quase em grande empatia repetimos: Já estamos aqui, não vamos desistir de um "sonho" por causa da chuvinha. E lá fomos.

Rimos muito durante a viagem, num comboio cheio de gente que nem se incomodou connosco. Quando chegámos fomos perguntando às pessoas indicações que a pouco e pouco nos foram mostrando a cidade, e claro a chuva não nos impediu de nada. Uns estavam mais contentes que outros, entre lanches, risos, brincadeiras e pequenos arrufos. Obviamente adorei a pequena parte da cidade que conheci, e segundo quem me disse: a mais bonita.

A viagem de volta pareceu bem mais rápida, talvez porque estivesse a tentar dormir e acreditasse que alguém estava à minha espera. E claro, tu sempre acompanhaste estas peripécias.

Depois de mais uma molha, a viagem até ao hotel e a troca de sapatos lá fui eu, jantar com aquela pessoa. Nem vou mencionar as parvoíces que disse, apesar de já o conhecer, mas eram as expectativas a falar por mim. Mas lá jantámos, rimos, sorrimos e passeamos enquanto esperávamos pelos meus colegas para todos juntos sairmos.

E assim, entre passeios, risos, músicas, bebidas, conversas e amigos, foi-se gerando o que tinha andado a cantarolar toda a tarde: um Encosta-te a mim que duraria até de manhã acompanhado por um até logo, que não seria breve.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Algo de novo

Depois de um primeiro contacto claramente positivo e agradável, estava previsto para o segundo dia um passeio pelas ruas da cidade.

Acordei cedo, e enquanto vocês estavam no congresso, limei as últimas arestas do plano de viagem. O que estava planeado por mim era a passagem por alguns monumentos significativos da cidade, mas o que queria mesmo mostrar-vos era a própria cidade e a sua mística. Assim, pensei que seria melhor dar liberdade ao trajecto, desde que vos mostrasse o mais importante o resto ia surgindo com o passar da tarde. Parece que não errei.

Lá fui ter convosco, com meia hora de atraso (peço desculpa, mas quem me conhece sabe que a meia horita está sempre salvaguardada nos encontros...), e tirando a confusão do "-Onde estás? -Estou em frente ao Hospital. E vocês? -Nós estamos de lado! -Sabem cá vir ter? -Não... -Eu vou aí, deixem-se ficar." correu tudo muito bem.

Devo dizer que gostei muito do passeio, não porque tenha conhecido algo de novo na cidade, mas porque conheci algo de novo em ti. Aos poucos foste-te tornando mais próxima de mim, e fui conhecendo uma nova pessoa que me agradou bastante. Pode-se dizer que o passeio foi o pretexto ideal para te conhecer melhor. Apesar de ter durado a tarde toda, pareceu-me demasiado curto. A cada instante ficava com mais vontade de absorver mais de ti!

À noite lá estivemos juntos à conversa. Desta feita uma conversa mais pessoal, ainda mais próxima do que a da tarde. Falamos um pouco de tudo: família, amigos, gostos, amores, desamores... Apesar da tal corrente de ar que teimava em não desaparecer, tal como nós teimávamos em não sair dali, foram umas horas bem passadas. Toda a sede de te conhecer melhor que já durava desde a tarde (ou de há quatro anos atrás, quem sabe?) encontrou ali a resposta ideal. Mesmo que uma vez mais o tempo tenha provado ser demasiado apressado.

Foi então que fui para casa, não sem antes perder todos os autocarros que poderia possivelmente perder. De qualquer maneira valeu bem a pena.

Fiquei com uma impressão deste dia: fazia-me falta alguém como tu.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Primeira impressão: boa!

Acho que a primeira noite foi das mais engraçadas – adorei o misto de vontade de falar e dizer asneiras à nossa maneira com muita vergonha. Afinal o passeio agradou a todos, quer pela paisagem e quer pela companhia, claro está, tens toda a razão. Conversámos muito, ouvimos atentamente as tuas explicações de guia e rimos, porque rimos sempre.

No dia seguinte, de manhã, lá foram as meninas para o congresso – excelente pretexto para a viagem. Não costumo acreditar em coincidências mas o tema da conferência caiu-me que nem uma luva, não digo que tenha aprendido muito, mas identifiquei-me muito com o discurso, afinal lá valeu a pena ter ido!

Seguiu-se uma conversa animada e entusiasmada ao almoço com as colegas.

Depois, depois foi altura de dar um dos passeios mais bonitos de que já tive oportunidade. E quem mais poderia ser o guia? Tu, claro! Nesse dia estavas visivelmente mais desinibido, e eu também talvez. Escolheste a dedo todos os sítios onde nos querias levar, fizeste uma óptima escolha, falo por mim, adorei cada recanto que andei a explorar. Senti-me uma criança curiosa com vontade de ver e conhecer tudo! E acho que foi assim que me comportei toda a tarde…

Lembro-me que ao final do dia estava muito cansada, mas apetecia-me imenso falar contigo, mesmo que não estivesse a dizer coisa com coisa e estivéssemos sentados no meio de uma corrente de ar ao frio. Partilhámos a preguiça de mudar de lugar, rimo-nos daqueles rapazes e das minhas amigas, tudo à mistura com conversas mais pessoais. Contudo acho que ainda dissemos coisas importantes, talvez tenha sido aí que nos aproximámos mais um pouco, não achas?

No fim da noite foi altura de ir dormir, sozinha.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Encontro Imediato

Nesse dia acordei à hora do costume, 8:30 da manhã. Tudo o que fiz respeitou a rotina do dia-a-dia: levantei-me, tomei banho, saí de casa e apanhei o autocarro. Mas apesar da rotina, o dia não era igual aos outros: Afinal é hoje que a vou conhecer!, pensei.

Fomos falando durante toda a manhã e até tu chegares a meio da tarde, tu a tentares convencer-me a ir-te buscar à paragem, eu a relembrar-te que só não fui porque me tinhas dito anteriormente que não te sentias à vontade para isso. Apesar disso correu tudo bem, chegaste, foste para o hotel e eu fui até casa aperaltar-me, afinal a ocasião era especial!

Durante todo o dia pensei em quais seriam as palavras que diria quando finalmente te visse. Um simples Olá, um mais elaborado (mas não demasiado) Então como correu a viagem? Estás a gostar até agora? ou um idiota Finalmente conheço-te!... Claro, e sabendo como sou, saiu o idiota (mas sincero!) Finalmente conheço-te!... Parece que eu é que estava nervoso.

O que não te disse foi que te vi 4 ou 5 vezes antes de te ver de facto, ou pelo menos de cada vez que via alguém minimamente parecido contigo abria um sorriso de orelha a orelha que invariavelmente se voltava a fechar quando me apercebia que, afinal, não eras tu.

Mas tu lá vieste, e depois de um compasso de espera para cumprimentarem outra amiga, fomos dar um passeio até ao rio. Uma zona bonita, mas pelos vistos muito vazia a meio da semana... Valeu pelo chocolate quente com bola de gelado! E pela conversa, claro está!

O tempo foi demasiado curto, o frio não ajudou, mas foram uns primeiros momentos bem passados. Haviam de vir mais nos dias seguintes. E hão-de vir mais nos próximos tempos.

Foi bom conhecer-te.

6.30 da manhã

Toca o despertador. Acordo com os gatos a dormir em cima de mim, mas este dia é diferente, vou aventurar-me e deixá-los sozinhos por uns dias. Levanto-me, visto-me, pego nas malas e fecho a porta.

Começa a aventura.

E não se fala mais nisso.

Apanho o autocarro, pronta para fazer cerca de 9 horas de viagem – metade das quais sozinha, mas isso não me importa nada, tenho perfeita noção de que isso faz parte desta pequena peripécia.

Tal como combinado, encontrei a minha colega a metade do trajecto de uma viagem com que já tínhamos sonhado e acabou por se realizar! Não posso negar, estávamos entusiasmadas pelas mais variadas razões, contudo não tínhamos feito grandes planos, achámos melhor viver cada dia e cada aventura que nos estivesse reservada.

Queria ver tudo quando chegasse ao destino e queria que me fosses buscar à paragem, lembras-te? Não pôde ser, mas mesmo assim fizeste um esforço para me orientar e ligaste preocupado! Nunca coloquei a hipótese de não confiar em ti apesar de “não te conhecer”, sabe-se lá porquê a vida tem destas coisas.

Fui colada à janela do táxi até ao hotel, queria mesmo ver tudo e de facto gostei!

Não tínhamos nada programado, demos um pequeno passeio a pé e gostei de sentir o ar daquele sítio que sabia pertencer a pessoas de quem gosto e ali passam os seus dias (se é que me entendes).

Depois foi quando combinámos encontrar-nos e não, não estava nervosa.

O resto… O resto tu já sabes!